
A vida é cheia de surpresas. Morar em uma cidade considerada a capital dos bares é uma grande responsabilidade. Principalmente quando conhecemos pessoas vindas de outros lugares que vem à cidade em busca de diversão e novidade. Só que, inesperadamente, um grupo se identifica e passa a se encontrar de uma forma tão sintonizada que fica difícil dispersar os sentimentos de perda quando todos voltam às suas origens. Assim se faz a apresentação das personagens desse texto que não irão atuar nessa história, mas que serão referência para as lembranças de dias especiais, como acontece em uma peça de teatro. Acendem-se as luzes e eles se apresentam com seus figurinos mágicos e suas maquiagens expressivas. Uns chegam e já acontecem, outros esperam o momento exato, uns passam a fazer parte do grupo depois, outros precisam voltar por questões pessoais e ainda existem aqueles que ficam e guardam consigo o cenário desse palco. Cada um com sua peculiaridade, forma específica de falar, rir, brincar. Não mais existe a necessidade da busca pelos lugares, mas sim da companhia agradabilíssima de todos. Em meio a fatos, explicações, drinques, risadas, piadas, danças, conversas jogadas ao vento, cada um se mostra à sua maneira. Um abraço aqui, um olhar engraçado ali, um caso pra se contar, tudo é motivo de festa. No final, ficam os aplausos, a penumbra do espetáculo vivenciado. As cores da vida em sua própria arte. Eu poderia falar da diversidade cultural das cidades habitadas por cada um, da carne e do calor do Estado de Goiás, da grandiosidade da cidade de São Paulo com sua imensa gama de possibilidades, ou até mesmo das pessoas que moram na pacata Cambuquira, parte turística do Sul de Minas. Poderia transformar em palavras cada minuto vivido em Belo Horizonte, desde uma parada obrigatória na garagem de um bar chamado Hard Rock até as mirabolantes ideias para se escolher o próximo passeio, a balada seguinte. Do carro que se perde no caminho, do álibi que se quer criar, do violão que vai ser sorteado, dos sotaques, dos programas que foram planejados e por motivo ou outro não aconteceram, do caso italiano, etc. Mas, prefiro registrar os sentimentos, a alegria pelo encontro ou tristeza pelo desencontro. A expectativa por cada risada e olhar brilhando de felicidade de todos, a satisfação de mais um quarto de hora transformado em milhões de minutos. Assim se faz uma história, com cenário, luz, palco, atores, maquiagens, público, som, holofotes. Que essa peça seja sempre um sucesso dentro de cada um, e que nela fique impressa a amizade sincera e o saudosismo positivo, aquele encontrado em um grande espetáculo.
Homenagem a vocês, grandes meninos e meninas, participantes diretos desse grande teatro chamado VIDA!
