sábado, 15 de agosto de 2009

Escolhas


A vida é feita de escolhas. Quando eu era pequena, escolhia por instinto, estava aprendendo. Chorava pelo tombo, ria com o sucesso. Será que a vida ainda não é assim? Por que fazemos escolhas que muitas vezes não são certas ou que trazem uma consequencia inesperada no futuro? Lembro das questões de múltipla escolha no colégio, aquelas que vinham com opções a, b, c, d, e, sendo que a última era n.d.a, ou seja nenhuma das opções acima. Aquilo sim era ter liberdade de escolha. Poderíamos escolher algo que era totalmente diferente do que estava sendo apresentado no determinado momento. Não seria mais fácil se tivéssemos essa alternativa no nosso dia-a-dia? Hoje fazemos escolhas o tempo todo, e são tantas as opções que, às vezes nos perdemos, ou melhor, precipitamos. Agimos por impulso, esquecemos da nossa intuição. A vida do mundo moderno é assim, vemos, ouvimos ou não e escolhemos. Resta saber se as nossas escolhas nos tornam pessoas felizes. A partir disso discordamos com nós mesmos, com nosso propósito de vida e damos um passo para frente. Mudamos, o rumo do destino somos nós que escolhemos. Somos condutores da nossa própria existência. Erramos sim, mas sigamos em frente escolhendo e trocando nossas escolhas.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Weird



Yrkity
blaaaa
yuuuullll
iakkkkiiii
hoommmm

Tem dias que a gente tá meio assim assim...

domingo, 9 de agosto de 2009

Um Certo Pinguim!


- Nossa, algodão doce!!!!!!!

- Uai, achei que era isopor!!!!! Que trem estranho...hum, algodão doce tem um gosto muito bom mesmo...

- Meu, vamos cantar parabéns então, já que é aniversário.

E assim começava o som daquela música tradicionalmente conhecida por todos. O suposto aniversariante ria como ninguém e ainda recebeu um pinguim de presente. Isso não é justo. Quem é o próximo aniversariante? E tudo isso devido a um curso. Um curso?

I

Acordar super cedo, arrumar a mala masculina que, diga-se de passagem, não é uma tarefa difícil, procurar o tal bilhete eletrônico que a secretária deixou em algum lugar, agendar o taxi, correr pro aeroporto, fazer o check-in, enfrentar fila, não perder a paciência por causa do atraso do voo, acomodar-se naquela poltrona ridícula que não proporciona espaço para esticar as pernas, ler a revista de bordo pela milésima vez comparando a versão inglesa com a escrita em português, ou apenas olhar as gravuras pois o melhor é chegar logo. Descer em Confins do mundo, ficar parado no trânsito e no calor seco de Belo Horizonte, chegar ao hotel.

II

- Nossa cara, de novo esse professor. Vou sentar lá no fundão.

- Esse cara é maluco, olha o jeito dele de cumprimentar as pessoas. Todo torto!

- Oh figura, você veio dessa vez também! A Patrícia já chegou.

III

- Puta meu, nós já estamos aqui o dia todo e ainda temos que escutar essa monografia. Não dá meu, vou embora.

- Vai lá, vou ficar. Saída hoje a noite?

- Falou véio! Até mais.

IV

Turista realmente sofre. Sair do hotel e pegar um taxi com um motorista que imediatamente reconhece a procedência distante do visitante não é uma boa ideia. Não entendo o porquê de se passar pela raja quando se tem que ir para o Belvedere. E não adianta ficarem se entreolhando dentro do carro, o senhor não vai mudar o percurso. E nem andar mais rápido. E qual a frustração de chegar lá e estar fechado por razão qualquer. -Vamos voltar para o pingüim.

V

Estávamos todos animados. Realmente o contato cultural é muito interessante. Tem gente que bebe cerveja enferrujada, povo estranho esse, outros que ficam no suco em plena cervejaria, alguns que se colocam na direção do vento por causa da fumaça do cigarro, cada doido com sua mania. Enfim, como podemos definir a palavra costume? Uma coisa todos tem em comum: a alegria. Era tarde da noite quando arrumamos uma mesa redonda na parte externa do bar. Redonda até demais. O contato com os integrantes da parte oposta era quase virtual. Palavras ou expressões como que, oi, não escutei, hein, eram constantes. Papo pra lá, animação pra cá, alguém deixa a mesa por algum tempo. Enquanto isso a conversa rola solta e todos se identificam, uns falam do professor do curso, outros de viagens ao exterior, outros fumam que nem chaleira, os mais animados arriscam piadas sobre um tal Michael Jackson, e a noite segue bem agradável. De repente, um bolo com uma coisa estranha na ponta que parecia um morango escalpelado meio esquisito com uma vela psicodélica perfurando sua interface. Alguém começa a cantar parabéns e o aniversariante se enche de graça ao receber um pinguim de presente. Fico imaginando se fosse uma mulher abrindo um pacote de presente e descobrindo que era um pinguim. Se bem que esse pinguim era especial, era o registro de um grande encontro. Tudo bem, as mulheres gostariam sim, neste caso. O bolo foi devorado imediatamente. O tal algodão doce citado no início era saboroso. De repente, parada para a fotografia. Em sépia, afinal era um momento especial. O garçom tentou, mas tecnologia não era seu forte. Conseguiu um clique, mas que tal se tirarmos mais alguns só pra garantir? E assim fizemos, registramos individualmente e coletivamente a nossa alegria. Pena que já era quase hora de irmos embora. Seguimos em nossa sintonia até que um dos integrantes tomou a triste decisão de pedir a conta. Como é mesmo a questão da divisão com a calculadora? Homens fazem o quê? Mulheres calculam como? Tudo finalizado era o momento dos abraços de despedida. Despedimos uns dos outros com sorrisos no rosto, agradecemos mutuamente pelo prazer da nossa companhia e começamos a pensar como seria o caminho de casa. Todos ansiosos por um novo encontro. Quem sabe no próximo curso!

Homenagem ao encontro com amigos na cervejaria Pinguim BH