sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Duda

-Oh! Você parece com a Duda!
-Ah?
-Você parece com a Duda!
-Que Duda?
-Da novela.
-Ah! Quem é Duda?
-A Duda!
E assim um homem aborda uma mulher. Primeiro pediu para puxar o banquinho, depois tomou posse do mesmo. Ficou ali parado e de vez em quando falava:
- Mas você parece com a Duda!
Tive que explicar quem era a Duda pra minha amiga, claro. Ela não sabia porque não vê muito a novela. O rapaz continuava ali, lançava um olhar em minha direção como se eu estivesse atrapalhando alguma coisa. Bebia um gole de cerveja e falava algo no ouvido da minha amiga. Mostrou uma foto no celular pra ela, jogou um pouco de conversa fora com ela. Ele era uma pessoa de poucas palavras. E eu, continuava sentada observando a cena. Nosso papo foi interrompido algumas vezes pelo curioso moço que ainda insistia que ela parecia com a Duda. Até entendo o lado da falta de adaptação dele devido à recente separação. O ambiente estava um pouco cheio demais, com pessoas desconhecidas demais pra ele. Algumas tatuagens pelo braço mostravam a sua personalidade. Uma revelava a sua admiração por Jesus. Ele permaneceu por um tempo nos fazendo companhia voluntariamente. Nosso papo começou a ficar picado e cheio de palavras codificadas. Afinal, estávamos colocando o assunto em dia e isso era muito importante. A suposta Duda olhava em minha direção querendo rir e chorar ao mesmo tempo. Parecia até uma reação recíproca. Após alguns instantes, o rapaz pediu licença e foi ao banheiro. Voltou, sentou-se no banquinho, pagou a conta dele e ao levantar-se para ir embora deu um beijo no rosto da Duda e disse:
-Não vou te cumprimentar porque não lavei a mão.
Nós duas nos entreolhamos e logo após a sua saída dissemos: -Jesus nos socorra!
03/04/09

Poema


Formatação: Teca Miranda

terça-feira, 30 de junho de 2009

Conclusão.



Hoje acordei pensando. Tem dias que são assim, a gente não para de pensar. Pensa nisso, naquilo, reflete, analisa, e a conclusão? A nossa velha amiga conclusão. Alguém já parou pra pensar no significado profundo da palavra conclusão? Do dicionário, conclusão: término, fim. Quantas vezes conseguimos concluir pra finalizar alguma coisa somente? Tenho aqui com meus botões que sempre que concluo estou querendo começar algo. Isso deve estar errado. Tiro conclusões para o início. Olha a frustração do ser humano quando descobre que o ato de concluir é mais longo do que a própria palavra. Existe uma relação direta para a renovação. Então quando me pego pensando o dia todo sobre um assunto, e tenho que confessar que mulheres são seres extremamente pensativos, chego a tantas conclusões que me levam a outras que no fim do dia não sei mais se estou meditando sobre a conclusão ou a concepção. Por conseguinte me vem uma dúvida se deveria estar pensando sobre aquilo ou fazendo outra coisa qualquer. E será que não perdi muito tempo em imaginar situações que naturalmente se realizarão? Com toda certeza. Objetividade e pensamento complexo não se completam. Pelo contrário. Tudo bem, passei o dia pensando enquanto fazia minhas obrigações, objetivei, deleguei responsabilidades às minhas ações, determinei limites bem ponderados, direcionei atitudes mais importantes. E a que conclusão eu cheguei? Que amanhã pensarei novamente sobre tudo, afinal, o pensamento é inerente à vontade. Não dá pra falar: para pensamento, não quero você! Ele vem. Conclusão: não existe conclusão neste caso.
30/06/09

Recado

Sara Maionese, você pode me emprestar a palavra INSÔNIA pra eu colocar no meu blog um pouquinho???? Estou precisando...