quarta-feira, 29 de abril de 2009

William shakespeare

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!
William shakespeare

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Hoje


Hoje sou apenas o que vejo

Restou em mim esperança

Experiência transformada em conquista

Saudade de tudo que vivi

Além das escolhas que fiz

Sinto os momentos sonhados

Alguns realizados

Outros esquecidos pelo tempo

Marcas em meu rosto

São sinônimos de todas as lutas

Palavras que um dia foram esboços

Hoje sou tudo que percebo

Cada detalhe em minha pele

Pensamentos aflorados

Ideias mantidas

Em mim acreditei sempre

Por mim luto com louvor

A vida nos ensina

A fortaleza que somos capaz

Vejo minha existência com alegria

Assim acordo todos os dias

Desejando com intensidade sentir mais

Para frente corro meus dias

Atrás deixei meus pesadelos

Hoje sou apenas eu



27/04/09

domingo, 26 de abril de 2009

Ele e Ela

Era mais uma manhã calma de domingo. O sol timidamente aquecia o ambiente romântico da noite anterior. Ela levantou-se cuidadosamente para não acordar o companheiro, vestiu seu roupão de seda e aproximou-se da janela. O perfume das flores invadia o quarto trazendo um sentimento de alegria e paz. Os chinelos colocados ao lado da cama revelavam o aconchego de sua vestimenta. Seus lençóis revirados insinuavam uma noite de amor. Ela abriu vagarosamente o vidro escutando o barulho dos pássaros e sentindo a brisa fresca matinal. Ficou ali parada por alguns minutos refletindo. O dia fluía perfeitamente. Ele a abraçou carinhosamente, deu um beijo apaixonado e os dois selaram seu encontro. De mãos dadas passearam pelos jardins, sentaram-se no banco gasto pelo tempo e sorriram um para o outro lembrando os belos momentos de uma vida inteira.