sábado, 4 de abril de 2009

Life Is A Rollercoaster _ Ronan Keating

Acordei com vontade de escutar essa música....gosto do ritmo

Na na na na na ( x4)
Hey baby
You really got my tail in a spin
Hey baby
I dont even know where to begin
But baby I got one thing I want you to know
Wherever you go tell me cause Im gonna go

We found love, so dont fight it
Life is a rollercoaster just gotta ride it
I need you, so stop hiding
Our love is a mystery girl lets get inside it

Hey baby
Youve really got me flying tonight (flying tonight)
Hey sugar
You almost got us punched in a fight (thats alright)
But baby you know the one thing I gotta know
Wherever you go tell me cause Im gonna show

We found love, so dont fight it
Life is a rollercoaster just gotta ride it
I need you, so stop hiding
Our love is a mystery girl lets get inside it

Listen

Cant you feel my heart?
Cant you feel my heart?
Cant you take my heart?

We found love, so dont fight it
Life is a rollercoaster just gotta ride it (all night long)
I need you, so stop hiding
Our love is a mystery girl lets get inside it

Dont fight it, fight it, fight it
Na na na na na
Dont fight it, fight it, fight it
Na na na na na
Dont fight it, fight it, fight it
Na na na na na
Dont fight it, fight it, fight it
Na na na na na
Dont fight it, fight it, fight it
Na na na na na
Na na na na na
Our love is a mystery girl lets get inside it (*to fade*)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Manhã de Abril

Manhã de abril nebulosa
Com pequenos raios de sol
Pássaros cantam ao longe
em árvores verdes
contrastes de cinza
outras cores também
Carros sobem a rua
Buscando qualquer caminho
Pessoas depressa se vão
pra lá e pra cá
ruído constante da cidade grande
e lá no alto a montanha
imensidão
espremida pelo concreto
desgastada pelo tempo
civilização
mais um dia
mais uma tarde
uma flor desabrocha
majestosa
03/04/09

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A Chave

Chave palavra curta
Que pode trazer confusão
Chave de muitas cores
E mais uma discussão

Chave tem cinco letras
Cada uma tem seu poder
Chave e eu não me esqueço
O que tenho que aprender

Lembrar seria ideal
Falar o que devo fazer
Assim é meu dia-a-dia
Não consigo mais me conter

Um dia conto essa história
Que tanto me aborreceu
Um dia escrevo um conto
Narrando o que aconteceu

terça-feira, 31 de março de 2009

Carnaval de Carlos

Carlos era um rapaz comum, porém possuía a alegria típica de um jovem que acabara de fazer 22 anos. Gostava de festas, estar rodeado pelos amigos e, principalmente, visitar a quadra da sua escola de samba favorita nos fins de semana. Ele fazia parte do time que comandava arduamente a harmonia de uma das alas e, durante meses, precisava pensar na melhor estratégia para que os componentes estivessem bem instruídos no grande dia do desfile. Não era fácil. Era preciso ser paciente e ter algumas características inerentes à sua idade. Mas, como um bom filho, seguiu rigorosamente os passos do pai com quem aprendera a conhecer todos os truques para um bom desempenho das suas responsabilidades.

Sua rotina era assim. Levantava bem cedo pela manhã, vendo o sol ainda nascer pela janela do seu quarto, naquele bairro distante. Tomava seu café da manhã com certa pressa e ia para o ponto de ônibus esperar o primeiro lotação que fizesse a rota levando-o pela avenida principal, onde ficava o escritório no qual passava a maior parte do dia. Lá permanecia durante 8 horas levando papéis e organizando arquivos. Carlos procurava realizar seu trabalho da melhor maneira possível, acreditava que a disciplina no trabalho o ajudaria a ter um senso de organização também aplicável em sua tarefa na Unidos de Vila Alegre, sua escola do coração.

Após terminar seu trabalho ia direto para a universidade, onde conseguiu uma bolsa para estudar contabilidade. Apesar do cansaço era um bom aluno, prestava atenção nas aulas e tentava memorizar o conteúdo das matérias ali mesmo, procurando evitar a fadiga estudantil. Seus colegas não conseguiam entender o porquê de tanta dedicação e disciplina e sempre que possível ele tentava explicar o sentimento contido no peito. Era um integrante fiel da Unidos de Vila Alegre. Os colegas escutavam as explicações, mas preferiam ir à festas realizadas pelos membros da comissão de formatura.

A aula terminava por volta das dez e meia da noite e Carlos pegava o ônibus de volta para casa. Porém, na metade do caminho, descia, andava dois longos quarteirões e se dirigia até a quadra da escola onde todas as noites aconteciam os ensaios para o carnaval. Faltavam apenas dois meses para o desfile e ele precisava ensaiar suas estratégias de ala.

A quadra da Unidos de Vila Alegre era grande, as cores predominantes eram o vermelho e amarelo e as paredes eram enfeitadas da melhor maneira com bandeiras e faixas, convidando os foliões à diversão e alegria.

Ao entrar na quadra Carlos vestia a camisa com escritos dizendo diretor de harmonia e já começava a cantar o samba enredo deste ano. Para ele não existia melhor sensação do que aquela. Ali ele se sentia em casa e encontrava seus melhores amigos e parceiros.

A noite passava como em um passe de mágica. Ele chamava os integrantes de ala presentes naquela noite, ensinava mais uma vez a coreografia a ser apresentada no sambódromo e os contagiava com seu humilde e sincero sorriso. A alegria na quadra era incrível e com samba no pé ou em suas tentativas individuais, todos os presentes naquela noite mostravam seus talentos.

O mês foi passando e o carnaval foi se aproximando. Todos estavam ficando mais nervosos e Carlos também tinha seus momentos de stress. Sua rotina era cada dia mais apertada e os ensaios cada vez mais intensos. Ele observava não só sua ala, mas toda a evolução da escola, incluindo mestre sala e porta bandeira, comissão de frente, bateria, carros alegóricos, ala das crianças, velha guarda.


Para Carlos, estar ali era uma grande conquista. Desde muito cedo ele já ensaiava os primeiros passos para ser um sambista incomparável. Quando era pequeno imitava os passos do pai tentando aprender os ritmos que seriam escutados dali a alguns anos.
Seu pai, vendo o talento e determinação do filho não se intimidava em mostrar todas as coreografias possíveis de um grande sambista. Com o passar dos anos, Carlos foi aprendendo cada etapa da construção de um carnaval e, após vários desfiles na ala mirim da escola, assumiu seu posto de assistente de harmonia e dois anos depois se consagrou como um precoce diretor de ala, onde permanece até hoje.

Agora faltavam apenas duas semanas para o desfile e a ansiedade e o nervosismo tomavam conta do barracão da escola. Costureiras viravam a noite terminando as milhares de fantasias de ala. As bordadeiras, por sua vez, davam os últimos retoques nos detalhes das fantasias das passistas. Pintores e artesãos terminavam os carros alegóricos colando lantejoulas, purpurinaa, brilhos de todos os tipos. Um cuidado especial com o abre alas e a alegoria estava pronta para surpreender o público na avenida. Carlos passeava pelos carros verificando tudo e dando parabéns pela competência daqueles que eram responsáveis por tanta beleza e criatividade. As cores vivas da escola enchiam seus olhos de lágrimas já prevendo a grandiosidade do desfile que a escola iria apresentar. Mas ele ainda tinha muito trabalho pela frente. A quadra estaria lotada naquela noite de pessoas querendo cantar o samba e confirmar os giros e palmas que comporiam a parte artística do desfile.

Com toda dignidade e alegria, Carlos comandou o ensaio da escola assim como a coreografia da sua ala. Despertou emoções e se consagrou como o membro mais animado da comissão organizadora.

Ele continuou suas obrigações rotineiras durante os dias precedentes ao desfile. Na véspera organizou todas as fantasias, separou-as em pacotes acompanhados pelos respectivos costeiros e chapéus e se pos a entregá-las para os foliões animados. Do barracão a quadra, tudo era euforia e tensão. Agora já não dava mais tempo para mudanças e nem desistências, apenas para os últimos reparos. Os carros alegóricos foram cuidadosamente posicionados na avenida de acordo com a seqüência do desfile. Alguns artesãos colavam as últimas fitas e se penduravam nos lugares dos destaques para se certificarem da segurança dos espaços delimitados. Muitos não dormiram naquele dia e continuaram na quadra da escola durante toda a noite.

Chegou o grande dia. A Unidos de vila alegre era a terceira escola a entrar na avenida. Eram 9 horas da noite e o sambódromo já estava cheio de turistas vindos de todas as partes.

As luzes da passarela do samba já estavam acesas aumentando ainda mais a euforia. Os artistas lotavam os camarotes no aconchego das grandes mordomias. As arquibancadas borbulhavam de pessoas curiosas que davam vida ao sambódromo. Cada uma pulando e cantando seu samba favorito. Na concentração e região próxima, integrantes das escolas trocavam de roupa e se transformavam em artistas por um dia. Com suas fantasias belas, exóticas, pesadas, exuberantes, ousadas, pequenos grupos eram formados espalhados por todas as partes.

A segunda escola a desfilar já estava devidamente enfileirada e a Unidos de Vila Alegre começava o preparo logo atrás. A rua principal da concentração era enorme e as alas iam se formando pouco a pouco dando um colorido especial àquela aglomeração. Tudo sendo observado detalhadamente pelos foliões absorvidos pelo êxtase.

Carlos corria de um lado para o outro organizando sua ala numero 12 que ficava atrás de uma alegoria. Era um momento de grande stress e expectativa alta. Era hora de desfilar. Aos poucos a escola ia caminhado pela rua principal, agora totalmente formada. Gritos de guerra pelas alas e os artistas começavam a cantar o samba. Ao aproximar do portão principal da avenida a emoção era grande e arrebatadora. Cada folião se expressava de uma forma diferente e todos pisavam na passarela do samba. Nesse momento, Carlos lembrou de todo sacrifício que fez durante todo ano. Recusas de festas com amigos, sonos perdidos pela faculdade, noites ajudando no barracão da escola. Tudo lhe vinha a cabeça e o fazia ter a sensação de missão cumprida. Ele pisou na avenida com um rei. Um rei fiel a seu povo. Um rei justo e sábio. Um rei que simplesmente amava seu reinado. Ele cantava, pulava e comandava sua ala com perfeita maestria. Olhava para as arquibancadas e se sentia realizado. A cada passo, sorria. Via os fotógrafos, as câmeras de televisão e concluía como aquilo tudo era importante em sua vida. Quase um quilômetro e o portão da dispersão se aproximava. A bateria saia do recuo com a mesma beleza que havia entrado, as passistas formavam cordões perfeitos que encobriam qualquer buraco na avenida. Tudo estava acontecendo com harmonia. Mais alguns minutos e a escola passou bela e perfeita na avenida. Os portões se fecharam e, ao som da bateria todos se abraçavam e gritavam é campeã. Para eles, campeões se si mesmos, só restava a comemoração. Carlos chorava como uma criança e abraçava os outros diretores de ala. A satisfação era eterna.

As outras escolas desfilaram e aos poucos o sambódromo foi se silenciando. O dia amanheceu e só se escutava o som dos varredores de rua e os poucos que ficaram para enfileirar os carros alegóricos na área de dispersão.

Dois dias se passaram e Carlos compareceu novamente ao sambódromo para acompanhar a votação das campeãs. A cada quesito e nota ele sofria. Junto com seus companheiros da Unidos de Vila Alegre pensou em cada nota dada pelos jurados. O presidente da mesa anunciou finalmente a vencedora. A Unidos de Vila Alegre conseguiu um inédito quarto lugar. Era a consagração total. Uma escola que vinha crescendo a cada ano e se firmando ao lado de grandes potências. Todos se levantaram e foram direto pra quadra comemorar junto à sua comunidade. Carlos também foi. Mas antes andou pela avenida do samba, olhou mais uma vez para um dos carros alegóricos, avistou uma fantasia esquecida em um canto da avenida e se perdeu em seus pensamentos. Era hora de começar novamente. Era hora de imaginar o carnaval do próximo ano.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Caderno de poesias

Fiquei pensando no meu caderno
de poesia amarelo
Onde por um bom tempo
Escrevi versos e frases
Ficou esquecido alí
No cantinho do meu quarto
Agora o abro sempre
Virou meu autorretrato